sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SNCT
Direito debate Tratados Internacionais sobre meio ambiente

O tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no senso comum remete diretamente às Ciências biológicas, agrícolas, ambientais, no entanto, as inúmeras atividades do evento demonstram que o tema precisa ser tratado interdisciplinarmente com a participação de artes, matemática, química, física e também na Ciência Jurídica, que tem avançado aos poucos no que tange à ações em prol da proteção do meio ambiente.
A importância, os avanços e a falta de sucesso de alguns Tratados Internacionais que envolvem o meio ambiente foi tema da palestra apresentada pela professora do curso de Direito, Tatiana Cotta, na noite da última quinta-feira (20), no Salão Azul, no P1.
Durante o evento a palestrante destacou as principais causas das variações climáticas, tanto aquelas que tem influência do homem, quanto as que não tem e apresentou as conseqüências para seres humanos, animais e vegetação, causadas pela degradação sob a qual o sistema natural da terra está submetido. Dentre os fatores externos, Tatiana ressaltou a forma como as decisões ambientais são tomadas e cita um exemplo bem próximo à comunidade UFRRJ. “A gente decide politicamente os riscos que vamos correr. Como o caso do aterro sanitário de Seropédica. Há várias outras formas de tratar o lixo, mas os governos optam por estas”.
Após uma breve explanação histórica dos Tratados Internacionais a palestrante destacou o  Protocolo de Quioto e ainda apontou algumas estatísticas mundiais com relação às contribuições para degradação da terra. “Quando a China começou a produzir, a entrar no mercado mundial com força, passou a ser o segundo lugar dentre os países que mais emitem gases que provocam o efeito estufa. O Brasil está em quarto lugar, sendo que o nosso grande problema é o desmatamento, especialmente da região amazônica, para produção de gado e exploração de indústrias madeireiras”, destaca.
A acadêmica do quarto período de Direito, do campus Seropédica, Patricia Sayaka, destacou a importância de conhecer mais sobre o assunto. “Acho importante sabermos se realmente está tendo uma efetividade na proteção do meio ambiente pelos países mais poluidores, assim como é importante acompanharmos as mudanças no quadro de países no ranking da emissão de gases”, destaca a aluna.
Créditos de Carbono
Os créditos de carbono foram estabelecidos durante o Protocolo de Quioto, em 1997, com a reunião de mais de 160 países. Durante a reunião ficou estabelecido que os países industrializados teriam que reduzir as emissões de gases poluentes durante o período de 2008 a 2012, em cerca de 5,2% do que emitia em 1990, equivalente a 5 bilhões de toneladas de CO2. Segundo o acordo estabelecido uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que não é emitido na atmosfera corresponde a um crédito de carbono, que já é uma moeda econômica mundial.
Atualmente o Brasil tem 223 projetos de Créditos de Carbono aprovados. “Há um grande incentivo para o desenvolvimento de mecanismos de desenvolvimento limpo e sustentável. O primeiro caso no Brasil foi com o Lixão de Nova Iguaçu. O Brasil fez um acordo com uma empresa da Holanda que ensinou a uma empresa brasileira como fazia e o país gerou crédito de carbono para os holandeses”, afirma Tatiana.
As pessoas que se interessam pelo assunto podem conhecer um pouco mais sobre o funcionamento do Crédito de Carbono no site: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

SNCT
Palestra revela mitos e curiosidades sobre Vulcões

Por Érika Zordan e Filipe Veloso

Aconteceu nesta terça 18, como parte integrante da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a palestra “Desastres naturais: Vulcões”, no Auditório Professor Gusmão da UFRRJ. Ministrada pelo professor Sérgio Brandolise Citroni, o evento lotou o auditório e incitou a curiosidade e a participação dos estudantes com a apresentação de fotos e explicações sobre o funcionamento dos vulcões.

Quando perguntado por um estudante sobre os riscos e consequências de um vulcão, o professor Citroni explicou, com muita descontração, que o único prejuízo seria a impossibilidade de voos nos aeroportos pelo mundo, devido a fumaça expelida pelas atividades vulcânicas. “Não há praticamente risco algum às populações. Os vulcões localizam-se quase sempre em regiões de geografia difícil, em áreas restritas e remotas. O problema é a fumaça quando afeta ou queima os motores de aviões”, explicou.

Citrone discursou também sobre os rumores de um possível fim do mundo previsto por algumas teorias para 2012, classificando-as como ‘mito’ e estratégia de marketing para a venda de filmes, sem nenhum fundamento científico. Sob aplausos, o professor finalizou a palestra com a frase: “Para dominarmos a natureza, precisamos primeiro, obedecê-la”.





SNCT
Novas Tecnologias são apresentadas pelos grupos PETs           

Por Simone Selles e Tarcila Viana
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) contou com uma exposição de projetos e experimentos do Programa de Educação Tutorial (PET) nos corredores do Prédio Central.
Participantes dos grupos PET explicam funcionamento de Sistema Biodigestor
Os PETs são programas do governo que visam desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão, sendo que na UFRRJ os grupos somam 11 turmas. A aluna Hellen Oliveira, do curso de Administração, faz parte do PET interdisciplinar Conexões de Saberes, cujo título é “Inclusão e Oportunidade na Vida Acadêmica do Estudante de Origem Popular”. Ela comenta sobre a participação desse programa na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. “Nós tentamos trazer pra semana uma tecnologia que já é desenvolvida, mas que pudesse ser vista a partir de olhares de várias pessoas e formações e percebemos que o biodigestor poderia ser visto dessa forma”, explicou. Hellen apresentou uma maquete que demonstra o processo de um biodigestor, o qual transforma o gás metano proveniente de excrementos e restos de animais em energia.
A visitante Maria Cecília, estudante de Agronomia, conhecia o sistema do biodigestor apresentado e aprova a ideia. “Já assisti alguns cursos na televisão sobre o processo, inclusive me interessei em aplicá-lo na casa que vou construir. É uma invenção considerável e sustentável para a geração de energia, só me preocupo com as questões de segurança para evitar o escapamento de gás”, explica Maria.
PET Física
Explicações de fenômenos físicos com ferro fluído
O Grupo “PET - Física” também estava presente no P1 com o projeto: “Experimentação e Novas Tecnologias no Ensino - Aprendizagem da Física”. A exposição conta com amostras para a observação de fenômenos teóricos físicos, como por exemplo, o eletromagnetismo. O estudante de física do 5º período, Diego Santos Campos, era o responsável pela exposição desses aparelhos, dentre os quais se destaca o Ferro Fluído, desenvolvido por cientistas da NASA, conforme explica o aluno. “A NASA lançava seus foguetes com combustíveis comuns e com o tempo descobriram que esses combustíveis se perdiam no espaço de forma indevida. Então, para controlarem aqui da terra eles criaram o Ferro Fluído. Olhando, parece um fluído comum, mas, contêm partículas nanotecnológicas de imã que controlam a base de um sistema que faz um ferro comum andar e assim locomover o Ferro Fluído até onde eles queiram” expõe.
A divulgação das atividades desenvolvidas são coordenadas pelo professor Alexandre Monteiro de Carvalho e pelos outros professores tutores dos grupos PETs da UFRRJ e permaneceram expostas no hall do P1 durante a semana, das 8h às 17h.
SNCT
Minha terra tem palmeiras onde canta o passarinho
Por Ramon Cesar

Participantes fizeram trabalho de campo para visualizar pássaros na UFRRJ
O título de evento nos remete à literatura ou à história, mas a matéria em observação na verdade era biologia. Integrando o ciclo de atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o Laboratório de Ornitologia do curso de Ciências biológicas da Rural realizou nesta sexta (21) pela manhã, uma oficina, que consistiu em um trabalho de campo com a observação de aves na UFRRJ e que recebeu o título “Minha terra tem Palmeiras, onde canta o passarinho”.
O objetivo da caminhada, que seguiu do Instituto de Biologia (IB) ao Jardim Botânico, foi mostrar aos participantes como se dá a observação de pássaros. “Buscamos também incentivar a admiração e levar a proposta à educação básica, promovendo a luta contra o tráfico e contra a criação destes animais de forma ilegal”, explica a concluinte do curso de Biologia, Lívia Barchi.


SNCT


Biojóias: Natureza virando Moda

Por Simone Selles e Tarcila Viana

Coloridas, inovadoras e com a cara do Brasil
O Jardim Botânico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) abrigou durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia uma exposição de biojóias. Coordenada pela professora Maria Mercedes Teixeira da Rosa, o espaço apresenta diversos colares, brincos e pulseiras produzidos a partir de materiais extraídos da natureza. Sementes, fibras naturais, casca de coco, madrepérola e conchas são alguns dos utensílios usados para sua fabricação, entretanto, as matérias-primas mais utilizadas são as sementes, os frutos, os caules, as fibras e as folhas. E para incentivar quem tem vontade de aprender a técnica a professora também ofereceu na tarde da última quinta (20) uma oficina de biojóias, com a confecção de colares, brincos e pulseiras.

A arte surgiu com os índios, que chamavam cada peça utilizada de contas. É facilmente encontrada em feiras e barracas de artesanatos espalhadas pelo país, principalmente em cidades litorâneas e compõe a moda do verão.

O mercado de biojóias está em constante crescimento por conta da diversificação das peças oferecidas ao consumidor. Por serem confeccionadas com material bruto proveniente da natureza, atrai o público nacional e principalmente o estrangeiro, pois tem a cara do Brasil. Mas não pense que é um trabalho fácil, é preciso muita criatividade, tempo e investimento para produzir produtos de qualidade e com design inovador.

A exposição e a oficina foram realizadas no Jardim Botânico da UFRRJ e integram a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Rural.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SNCT
Conceitos da física na oficina de foguetes

Por Carolina Vaz
Fonte: agenotic

A oficina de confecção de foguetes, ministrada por Thiago Donin, estudante do oitavo período de Física, foi uma dentre várias oferecidas na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A atividade foi realizada em duas etapas: na segunda-feira (17) os alunos aprenderam a construir os foguetes e puderam entender os conceitos de física que os faria funcionar e na quarta-feira (19) foi o dia do lançamento.

Lançamento no gramado em frente ao P1 durante oficina
Os participantes eram 14 alunos de Física da UFRRJ, do primeiro ao quinto período. Eles fabricaram os foguetes usando garrafa PET, papel cartão, fita isolante e cola araldite. Partindo do modelo básico, os alunos personalizaram seus foguetes com pinturas e recortes diferentes. Os artefatos eram cheios com um pouco de água, encaixados em um instrumento de propulsão a ar e, finalmente, decolavam. Os alunos ficaram muito satisfeitos em ver suas produções “voarem”.

A estudante Thaís Assis, 17 anos, do primeiro período de física, disse que essa atividade foi a que mais a atraiu na SNCT, principalmente por ser prática com aplicação na física. Thiago Donin aprendeu a confeccionar foguetes no Ensino Médio, e essa é a primeira vez em que oferece a oficina. Ele avaliou a experiência positivamente e pretende realizá-la mais vezes, como na Semana Acadêmica de Física.



SNCT
A tecnologia reinventando o aprendizado da física

Reportagem: Kleber Costa
Fotos: Jéssika Peixoto

Edinaldo incentiva colegas a utilizarem applets para ensinar
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro continua com suas atividades a todo o vapor. Ontem (19), às dez horas, na sala 87, do prédio principal da Universidade, ocorreu a palestra sobre Os Modernos Applets no Ensino de Física. A apresentação durou uma hora e mostrou que é possível aprender física com mais dinamismo e perfeição.

Applets é a abreviação de aplicativos, que são programas para pequenas aplicações utilizados no ensino da física. Eles foram criados no fim dos anos 90 com o grande objetivo de interagir o aluno de forma direta com o conteúdo da disciplina. Os softwares permitem a visualização e a exploração dos fenômenos e experimentos, dando ao estudante o poder de chegar as suas próprias conclusões.

O universitário do 7° período de física e palestrante, Edinaldo Batista da Silva Júnior, comenta que as aulas para os alunos dos ensinos fundamental e médio passam a ser mais eficaz com o uso dos Applets. “Os aplicativos dão a oportunidade de uma aula mais interativa e dinâmica, além de ser um convite ao estudo da física, e ainda permitem reproduzir o fenômeno inúmeras vezes”, disse. Edinaldo é a favor da utilização da ferramenta por parte de alunos e professores já que os benefícios são grandes. “Os Applets minimizam a deficiência/falta dos laboratórios nas escolas e nas universidades”, explica.

Aplicativos são ferramentas atraentes para o ensino da Física
Mas existem desafios a serem superados já que a maioria dos aplicativos não está em português e alguns funcionam apenas com o usuário conectado a internet. Outra grande barreira para a popularização desses programas vem por parte dos professores. Muitos deles têm resistência a utilizar os softwares. “A resistência (dos professores) é o medo de aprender algo novo, de ser obsoleto. Muita gente dá aquela aula tradicional, pois aprendeu assim, e tem preguiça de aprender o novo, essa é a verdade”, destaca o futuro físico e professor que prossegue. “Mas se a gente cativar esses professores mostrar como funcionam esses aplicativos, mostrar que eles podem mudar uma aula, e os alunos participarem mais e tirarem melhores notas em física, acho que podemos mudar muita coisa”, instiga o jovem.

Natália Alves Machado e Marta Nunes Cardoso, alunas de física na Rural estão no 3° e 4° período, respectivamente, elas se recordam da época de estudantes do ensino médio, quando pouquíssimas pessoas se interessavam pelas aulas de física, pois eram maçantes e monótonas. Juntamente com Edinaldo, as universitárias querem mudar o modo como o aluno do ensino médio vê a física, e para isso pretendem utilizar a tecnologia disponível quando forem ministrar aulas para o ensino médio. “A reclamação de muita gente era que só se via um monte de frações e equações, e não conseguia concretizar o fenômeno. Já com esses aplicativos isso se torna possível porque dá pra ver o que acontece”, explica Marta.

Já Natália se recorda de uma aula que teve no ensino médio quando foram utilizados os Applets, segundo a universitária a aula rendeu bastante, os alunos aprenderam muito mais e aprender ficou mais divertido.

Edinaldo acha ainda necessário na Universidade um minicurso, para que todos os seus colegas possam aprender a utilizar os programas, e usarem quando forem professores e assim estas novas tecnologias que, timidamente estão chegando nas salas de aula, possibilitarão aos alunos um maior aproveitamento do conteúdo de física, melhorando, de forma expressiva, o aprendizado do estudante.
SNCT
Agricultura alternativa para uma vida mais saudável
 Andreza Almeida
Fonte: Agenotic
A oficina “Impactos socioambientais da agricultura moderna: questionando o modelo”, aconteceu nesta quarta (19) durante a manhã, no auditório Paulo Freire, do ICHS, e destacou, além da problemática do tema principal,  a inserção da agroecologia ou agricultura alternativa. Debates e exibição de vídeos despertaram o público para interação e identificação com um tema aparentemente distante da realidade industrial em que vivemos.
O centro da discussão foi uma crítica ao modelo de agricultura vigente, que utiliza agrotóxicos e tecnologias impactantes a favor do lucro.  Os agrotóxicos são venenos e podem, numa situação extrema, chegar a atingir o sistema nervoso central. Sob uma nova perspectiva, a agroecologia busca então conciliar a sustentabilidade com a mecanização e industrialização presentes no setor de produção rural, o que atenuaria os impactos proporcionados pela ação humana.
Ao entender o consumidor como chave para a compreensão da técnica agrícola, o modelo agroecológico procura resgatar a busca por uma alimentação melhor, o que está diretamente ligado à mudança nos hábitos alimentares. “A conscientização das pessoas é um fator muito importante quando falamos em uma vida mais saudável”, ressalta Joecildo Rocha, coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Agrícolas (LICA) da UFRRJ.
A oficina foi uma iniciativa do coordenador da Lica, organizada pelo aluno do 10º período, Diogo de Souza Pinto, e fez parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na UFRRJ.
Profissão
Diploma universitário discutido na Semana Comunicar

Carolina Vaz
Fonte: Agenotic

A I Semana Acadêmica de Comunicação Social (Comunicar), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que teve início na última segunda-feira, 17, com o tema central “Mercado de Jornalismo: Cenário Contemporâneo”. O evento propõe a realização, até sexta-feira, 21, de uma série de palestras de profissionais e acadêmicos sobre  as diversas áreas do jornalismo. No primeiro dia, o assunto foi a polêmica queda da obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista.
A palestra “Diploma universitário: a formação específica para o jornalismo”  foi proferida pelo professor Leonel Azevedo Aguiar, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-Rio. Ele traçou uma história da conexão entre os cursos de jornalismo, a influência do capitalismo, e os momentos de criação e  queda da obrigatoriedade do diploma de graduação em jornalismo. Leonel Aguiar defende a necessidade do curso superior específico para o trabalho jornalístico. Segundo ele, a população tem o direito a informações de qualidade, as quais o jornalista com qualificação acadêmica é capaz de produzir e cumprir a função de mediação social de interesses e conflitos da sociedade democrática.
Em seguida, alunos e professores fizeram perguntas e comentários sobre a necessidade da qualificação profissional para a execução das funções jornalísticas, as mudanças ocorridas desde 2009, grupos que apoiam a volta do diploma, entre outras questões.
A Comunicar 2011 vai até o dia 21, a partir das 18:30, no auditório Paulo Freire, ICHS-UFRRJ.

Meio Ambiente
Mudanças no clima e desastres naturais na abertura da SNCT

Fernanda Magalhães
Fonte: Agenotic
 “A discussão sobre as mudanças climáticas não pode estar somente vinculada à questão do aumento de temperatura, mas também à preocupação em construir uma sociedade justa e sustentável”. Com essa afirmação, o professor da USP, pesquisador sobre a física ambiental da poluição, Américo Kerr, resumiu o que seria o debate central da mesa de abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na UFRRJ, segunda-feira, 17. Com o tema “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”, a exposição dos professores presentes desenvolveu quatro vertentes principais: o efeito estufa e suas contribuições para o aquecimento global, no âmbito da agronomia e da pecuária em relação às alterações climáticas e na prevenção e acontecimento de desastres naturais.
Confrontando a ideia de que o efeito estufa contribui para as mudanças no clima, o professor Kerr afirma que, sem esse fenômeno natural a temperatura da terra seria -18ºC. A mudança da temperatura da terra detectada desde 1850 a 2007 é de 0,74%ºC e é considerada pequena em relação com as outras variações existentes na história. Entretanto, a questão a ser discutida é se o clima está mudando por ação do homem e como poderíamos evitar isso.
 As grandes metrópoles são as mais afetadas pelos desastres naturais no Brasil
Segundo o professor de geologia da UFRRJ, Tiago Marino, membro do Centro de Apoio Científico em Desastres (CENACID) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os estados no Brasil mais afetados por catástrofes naturais são Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Cenacid tem como um dos seus principais objetivos investigar as causas e consequências dos desastres naturais. Composto por uma equipe multidisciplinar, convoca profissionais de acordo com a necessidade da população: médicos, engenheiros entre outros. Possui também um sistema de dados do Cenacid – SIG que ajuda a identificar quais são as regiões mais afetadas e qual é a carência de cada localidade.
Participaram da mesa também o agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrobiologia – Segundo Urguiaga, e Edinaldo Bezerra, especialista em produção de ruminantes, professor de zootecnia da UFRRJ.

SNCT
Mesa-redonda debate desastres naturais litorâneos

Por Iago Duque e Flávio Jorge 
“Foi construído um píer na praia de Boa Viagem. Depois disso, começaram a subir enormemente o número de ataques de tubarões a surfistas. A explicação científica logo veio. Os alimentos dos tubarões eram levados por uma corrente marítima para alto mar, longe da praia. Com a construção do píer, essa corrente foi barrada e os tubarões tiveram que procurar alimento nas praias. Daí o aumento dos casos de ataques a surfistas.”

Este caso é um ótimo exemplo do que é um processo litorâneo, tema debatido na mesa-redonda “Desastres Naturais: Processos Litorâneos”. Segundo José Miguel Peters Garcia, professor de Geologia da UFRRJ, “processos litorâneos são fenômenos geológicos que se transformam em desastres naturais pela ação do homem ou de forma natural”. A importância da discussão desse tema, segundo José Miguel, se justifica pela Rural se encontrar perto da Costa Verde, região litorânea muito pouco estudada: “A Rural fica muito próxima da Costa Verde, que tem sofrido uma ocupação rápida e desenfreada que já está interferindo nos processos costeiros e isso não está sendo estudado. A Rural tem espaço para estudar esses processos”. Gabriel Lousada, aluno de Geografia da Rural de 21 anos, acha fundamental o debate sobre o tema: “Achei uma mesa muito interessante. É um debate fundamental que tem que ser feito na universidade”, disse. Questionado sobre qual assunto achou mais interessante, ele destaca “a questão dos processos costeiros da área de Itaguaí, a evolução industrial naquela área e os impactos ambientais causados”.
 

A mesa-redonda fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da UFRRJ, tendo sido apresentada no dia 18 de outubro, das 14h às 16h, no Salão Multimídia do P1. A mesa era formada pela professora Soraya Gardel Carelli, que fez a mediação, e pelos debatedores professores Francisco Carlos de Franciso e José Miguel Peters Garcia, que substitui a professora Dione Nunes Nascimento, que estava escalada no cronograma, mas não pôde comparecer ao evento.
 SNCT
A crise capitalista e os impactos ambientais



Por Iago Duque e Flávio Jorge 

“O desemprego, que é produto do capitalismo, transformou as pessoas em lixo”. Essa declaração foi proferida pelo professor Maurílio Botelho, docente do curso de Geografia da UFRRJ, durante o evento “Impactos Ambientais e Educação do Campo”. Segundo o professor, o sistema capitalista provocou a superprodução da força de trabalho, popularmente conhecida como desemprego, que por sua vez, produziu o pior tipo de impacto ambiental, “a transformação das pessoas em lixo”,  justificado pelo palestrante pelas conseqüências com o desempregado que acaba se tornando uma peça descartável.

O curso de Educação no Campo, desde que foi criado na Rural, há um ano, tenta mostrar como a discussão sobre os impactos ambientais estão ligadas à crise do sistema capitalista. “Pensar a educação do campo é questionar o modelo de desenvolvimento atual. Não desvincula a crise ambiental da crise do capital”, afirmou Roberta Lobo, coordenadora do curso. Essa ideia é reafirmada por Botelho: “O debate relacionado à crise ambiental vem da mesma época em que o capitalismo entra em uma crise profunda, a década de 1970. Isso não é mera coincidência”, afirma, ao mesmo tempo em que ressalta a importância de se debater mais os problemas ambientais do campo: “A gente vê muita discussão sobre problema ambiental na cidade mas esquece que o campo talvez seja muito mais afetado por isso”.  

Após uma breve apresentação ministrada pelos professores Roberta Lobo e Maurílio Botelho, os presentes no evento assistiram a um trecho do documentário “Home – O mundo é a nossa casa”. Em seguida foi promovido um debate sobre o filme. Quem assistiu e aprovou foi Felipe de Sousa Guimarães, 21 anos, aluno do curso de Geografia da Rural. “O filme é muito bom. O professor Maurílio é meu professor. Muito do que ele falou eu já tinha visto em aula e é super interessante”.

O evento foi realizado no dia 18 de outubro, das 14h às 17h no salão Azul do P1 e fez parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da UFRRJ.

Comércio ilegal de animais silvestres reúne comunidade acadêmica em palestra durante SNCT na Rural

Por Ramon Cesar

Na tarde desta terça (17), a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia trouxe profissionais do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente, que explanaram acerca da realidade no que tange ao “Comércio Ilegal de Animais Silvestres”. De acordo com as apresentações da Capitã Fabíola Pinheiro, integrante da Policia Militar Ambiental do Estado do Rio de Janeiro este tipo de comércio é uma das práticas clandestinas que mais movimenta dinheiro sujo e o Brasil é um foco dos traficantes por sua biodiversidade rica. “Por ano 12 a 38 milhões de animais são retirados das florestas e esta é uma das principais causas da extinção”, destaca.

A participante do evento Letícia Urbano, discente do 3º período de Administração, ressalta a importância desse debate. “É um tema importante e a palestra é bastante interessante. Creio que, principalmente pelo local em que estamos, essa discussão é necessária”, justifica Letícia.

 A palestrante também destaca a importância do debate acerca destes crimes. “Primordial é sentar em bancos escolares e discutir com quem está dentro das instituições. Esse primeiro passo está sendo dado na UFRRJ, quando abre espaço para discussão. O segundo passo é arregaçar as mangas e trabalhar”, motiva a policial ambiental.

A programação completa dos demais dias do evento que segue até o sábado (22) você confere na página http://r1.ufrrj.br/semanact/ e também no facebook, de maneira instantânea, curtindo o link: http://www.facebook.com/pages/Semana-Nacional-de-Ci%C3%AAncia-e-Tecnologia-na-UFRRJ/169548343129085